Agropecuária é fonte de geração de emprego formal em São Paulo

Segundo o Caged, campo é o setor da economia que mais cresceu na geração de emprego

Não é apenas na sustentação do PIB que a agropecuária impacta a economia de forma positiva. No acumulado deste ano, o setor foi o que apresentou o maior percentual de crescimento na geração de vagas de empregos formais, no estado de São Paulo.

O primeiro semestre registrou uma alta de 3,56%. Os números são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e os setores analisados foram o de extrativa mineral, indústria de transformação, serviços industriais e de utilidade pública, construção civil, serviços, administração pública e comércio.

Embora parte do volume de mão de obra no campo seja de vagas temporárias para atender a demanda sazonal de algumas culturas, o comparativo entre os diferentes setores da atividade econômica reforça o papel do agro como gerador de emprego formal na primeira metade do ano.

O Senar-AR/SP analisa que o setor ainda carece de atenuar a sazonalidade do trabalho rural para reter o homem no campo e que o avanço da tecnologia tem gerado oportunidades perenes, mas apenas para profissionais mais capacitados. Além dos programas de capacitação, um senso agropecuário detalhado por região ajudaria a definir não só o volume de mão de obra necessária por cultura, mas também a priorização dos programas de capacitação.

Junho apresentou mais admissões, no comparativo com o mesmo período do ano passado, e também demitiu menos. O saldo continua negativo nos últimos 12 meses devido ao volume de desligamentos no segundo semestre de 2017. Cabe ressaltar que junho deste ano foi melhor que o do ano passado, quando o setor produtivo ainda sentia os efeitos positivos da safra de 2016/2017.

Fonte: Marcos Besse - FAESP 03/08/2018 às 17h0

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